DELICADAS MODINHAS DO RIO DE JANEIRO ANTIGO: UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE SOCIEDADE, MÚSICA E POESIA ROMÂNTICA NO SÉCULO XIX

Resumen


Este artigo examina as relações entre poesia e música no Rio de Janeiro do século XIX. O argumento central é o de que os poetas românticos foram colher inspiração no medievalismo europeu não só para a construção de uma mitologia nacional (indianismo), mas também para a concepção de uma arte única, pautada por essa aliança entre poesia e música nos moldes trovadorescos. Essa conexão foi além da musicalidade implícita na poética do período. Alguns românticos, tal como os trovadores, buscaram integrar as duas artes a partir de poemas escritos especialmente para serem musicados e apresentados em circunstâncias performáticas. Assim, nasceu no Brasil a parceria: um poeta produzindo a letra e um compositor musicando-a. A prática de fundir essas duas manifestações artísticas num todo único iniciada pelos trovadores teve continuidade em alguns poetas românticos, principalmente os que frequentaram a tipografia do editor Paula Brito, fundador da conhecida “Sociedade Petalógica do Rossio Grande”. Das reuniões dessa sociedade resultaram diversos poemas musicados em forma de modinha ou lundu. Essa aliança trouxe popularidade e novo alento, tanto para a música popular, quanto para a poesia brasileira que encontrou nessa aliança um meio de difusão que suprisse a carência de um público letrado.
Como citar Alves da Silva Jonas. 2019. “DELICADAS MODINHAS DO RIO DE JANEIRO ANTIGO: UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE SOCIEDADE, MÚSICA E POESIA ROMÂNTICA NO SÉCULO XIX”. Revista Laboratorio 13.

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